Presidente de Cuba afirma estar “pronto” para conflito em meio à tensão com os Estados Unidos
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que o país está preparado para enfrentar uma possível agressão militar dos Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre as duas nações. A afirmação foi feita durante um discurso nesta quinta-feira (16), em meio a um cenário de declarações duras vindas de Washington.
A fala ocorreu durante as celebrações do aniversário da Invasão da Baía dos Porcos, episódio histórico que marcou a resistência cubana contra uma tentativa de invasão apoiada pelos Estados Unidos. Em Havana, diante de apoiadores, Díaz-Canel classificou o momento atual como “extremamente desafiador” e ressaltou que, embora o país não deseje um conflito, considera necessário estar preparado.
“Não queremos a guerra, mas é nosso dever nos prepararmos para evitá-la e, se for inevitável, vencê-la”, afirmou o presidente, destacando a disposição do país em defender sua soberania.
As declarações acontecem após falas do presidente americano Donald Trump, que voltou a adotar um tom mais duro em relação a Cuba. Nos últimos dias, Trump indicou a possibilidade de ações mais diretas contra a ilha, ampliando a pressão política e econômica.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o Pentágono estaria avaliando cenários estratégicos diante de uma eventual escalada, incluindo planos de contingência para diferentes níveis de intervenção.
A tensão entre os dois países aumentou ao longo dos últimos meses, com o endurecimento de medidas econômicas por parte dos Estados Unidos, incluindo restrições ao fornecimento de petróleo à ilha, o que agravou a crise energética enfrentada por Cuba.
Desde o primeiro mandato de Trump, políticas de reaproximação iniciadas anteriormente foram revertidas, com a retomada de sanções e maior pressão diplomática. Mais recentemente, o governo americano voltou a incluir Cuba em listas relacionadas ao combate ao terrorismo e ampliou restrições a países que mantêm relações comerciais com a ilha.
Apesar do cenário de tensão, autoridades indicam que canais diplomáticos ainda não foram completamente interrompidos, e há sinais de tentativas iniciais de diálogo para evitar uma escalada maior do conflito.

