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Pix cruza fronteiras e já permite pagamentos no exterior, mas uso ainda é limitado

O Pix começou a ganhar espaço fora do Brasil e já permite que turistas façam pagamentos internacionais diretamente pelo celular, usando QR Code. A novidade vem sendo adotada em países como Estados Unidos, Argentina, Portugal, França, Paraguai e Chile, ampliando as opções de pagamento para brasileiros em viagem, embora ainda existam restrições importantes.

O funcionamento é semelhante ao já conhecido no Brasil: o consumidor escaneia o QR Code do estabelecimento, visualiza o valor convertido em reais — com impostos incluídos — e confirma a transação no aplicativo do banco. Todo o processo leva apenas alguns segundos e elimina a necessidade de cartões físicos ou dinheiro em espécie.

Apesar da praticidade, o Pix internacional não é exatamente igual ao doméstico. A operação depende de fintechs e intermediadoras que fazem a conversão da moeda e repassam o valor ao comerciante no exterior. Isso significa que há cobrança de taxas e incidência de impostos, embora o modelo traga mais transparência, já que o valor final aparece antes da confirmação, evitando surpresas comuns em faturas de cartão de crédito.

Nos custos, o IOF gira em torno de 3,5%, percentual semelhante ao cobrado em cartões internacionais. A principal diferença está no spread cambial, que tende a ser menor no Pix, variando entre 2% e 3%, enquanto no cartão pode chegar a 7%. Na prática, essa diferença pode gerar economia de até 4% por transação, além da vantagem do câmbio fixado no momento da compra.

A aceitação do Pix fora do país ainda é restrita e depende de acordos comerciais. Em cidades como Miami e Orlando, o uso já aparece em lojas voltadas para turistas brasileiros. Em Buenos Aires e Ciudad del Este, a presença também cresce, especialmente em regiões comerciais. Já em Portugal, França e Chile, o sistema começa a se expandir, mas ainda não é amplamente disponível.

Por outro lado, o Pix internacional ainda não permite transferências diretas para contas estrangeiras nem envio de dinheiro entre pessoas de países diferentes. Também não há possibilidade de saque fora do Brasil, e o uso depende de estabelecimentos que tenham integração com as plataformas intermediárias. Para transferências internacionais tradicionais, serviços especializados continuam sendo necessários.

Diante desse cenário, especialistas recomendam combinar o uso do Pix com cartões internacionais. O Pix pode ser mais vantajoso onde houver aceitação, principalmente pelo custo menor e pela previsibilidade do valor pago. Já o cartão segue como opção mais universal e ainda oferece benefícios como programas de pontos e cashback.

A expectativa do mercado é de expansão gradual do Pix internacional, com mais países e estabelecimentos aderindo ao sistema nos próximos anos. Por enquanto, ele surge como uma alternativa prática e econômica, mas ainda distante de substituir completamente os meios de pagamento tradicionais em viagens.

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