Ministro Carlos Brandão defende diálogo e pacificação nacional após eleições durante visita ao Piauí
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Brandão, defendeu a retomada do diálogo entre as instituições e a pacificação do país após as eleições presidenciais. Natural do Piauí, o magistrado esteve em Teresina na quarta-feira (28) e destacou a importância da atuação do Poder Judiciário na mediação de conflitos e na busca por soluções consensuais.
Segundo Brandão, os períodos eleitorais costumam intensificar as disputas políticas e ampliar as divergências entre diferentes setores da sociedade. Para ele, encerrado o processo eleitoral, é necessário superar as divisões e trabalhar pela estabilidade institucional.
“Eu sou Carlos Brandão, ministro do Superior Tribunal de Justiça, piauiense e, como todo piauiense, preparado para a luta, mas a luta que chega é a paz também. Então, vivemos sempre a cada quatro anos momentos de maior intensidade emocional nos aspectos políticos, sobretudo as paixões são mais afloradas, mas quando encerra esse ciclo, o Brasil tem que se reencontrar. E o papel do Judiciário nacional é exatamente promover esse encontro”, afirmou.
O ministro também ressaltou a participação de magistrados piauienses nos tribunais superiores e defendeu que o entendimento e a conciliação sejam prioridades na atuação das instituições brasileiras.
Ao mencionar a trajetória histórica do Piauí como ponto de encontro de diferentes caminhos, Brandão associou essa característica à necessidade de união nacional. Ele também destacou a presença de três ministros piauienses em tribunais superiores e afirmou que a busca por acordos deve contribuir para reduzir conflitos.
“E o Piauí, que foi um centro de entroncamento de caminho, também foi ponto de encontro. Então é esse o presente que generosamente o Piauí dá ao país. Nós somos três ministros de tribunais superiores no país e podem observar, todos os três são pela paz, estão sempre tentando o acordo, a conciliação. E é isso que o Brasil precisa”, declarou.
Brandão ainda relacionou a estabilidade institucional à criação de condições para o desenvolvimento econômico e social. Nesse contexto, mencionou o potencial do Nordeste na produção de energias renováveis e as iniciativas de geração de emprego e renda desenvolvidas pelo governador Rafael Fonteles.

