Corregedoria da PM apura conduta de cabo preso após denúncia de agressão em Teresina
A Polícia Militar do Piauí instaurou um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do cabo Júlio César Alves Feitosa, preso após uma ocorrência envolvendo uma denúncia de agressão contra a namorada, disparo de arma de fogo e suspeita de cárcere privado, registrada na noite de sábado (8), no bairro Esplanada, zona Sul de Teresina.
A investigação será conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar e deverá verificar se houve transgressão disciplinar por parte do militar, além de analisar a possibilidade de permanência dele nos quadros da corporação.
A apuração administrativa ocorrerá paralelamente ao processo criminal, que seguirá na Justiça comum. Segundo a PM, serão adotadas as medidas previstas na legislação, garantindo ao policial o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Entenda o caso
Segundo informações registradas na ocorrência, vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem uma discussão entre o casal e, em seguida, um disparo de arma de fogo. Diante da possibilidade de a mulher estar ferida, uma equipe foi enviada ao imóvel.
Os policiais encontraram a residência com as luzes apagadas e, após não obterem resposta, entraram no local. O cabo e a namorada foram encontrados dormindo e, conforme o registro da ocorrência, ambos apresentavam sinais de consumo de bebida alcoólica.
A mulher relatou aos policiais que mantém um relacionamento com o militar há aproximadamente seis anos e afirmou ter sido vítima de episódios anteriores de violência. Ela também declarou que o cabo responde a um processo criminal relacionado a um disparo efetuado contra ela há cerca de três anos, quando o projétil teria atingido seu joelho.
Sobre a ocorrência do último sábado, a mulher relatou que os dois começaram uma discussão após ela pedir que o policial interrompesse o consumo de álcool. Segundo o depoimento, durante a discussão, o militar teria efetuado um disparo contra a parede da residência.
Ainda conforme o relato, ao tentar impedir novos disparos, ela teria sido agredida pelo companheiro, que teria utilizado a própria pistola para golpeá-la na cabeça e na região da nuca.
A mulher apresentava uma lesão na nuca e um inchaço na cabeça, mas teria recusado a realização do exame de corpo de delito. O policial, por sua vez, optou por permanecer em silêncio durante o depoimento.
O cabo foi conduzido à Delegacia da Mulher Brasileira, onde foi autuado em flagrante. A investigação criminal e o procedimento administrativo deverão apurar as circunstâncias da ocorrência e as responsabilidades envolvidas.

