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Corinthians repudia hostilização a criança que recebeu camisa de Neymar na Neo Química Arena

O Corinthians se manifestou nesta segunda-feira (31) e repudiou a hostilização sofrida por uma criança após receber uma camisa de Neymar durante a partida contra o Santos, realizada no domingo (30), na Neo Química Arena.

O menino, de aproximadamente 8 anos, estava acompanhado da família e levou ao estádio um cartaz direcionado ao atacante santista. Após o jogo, que terminou com vitória do Santos por 1 a 0, Neymar entregou a própria camisa ao garoto.

A atitude, no entanto, acabou provocando a reação de alguns torcedores corintianos. A criança e os familiares teriam sido hostilizados e precisaram deixar o estádio pelo gramado, acompanhados por seguranças e policiais.

Em posicionamento divulgado nas redes sociais, o Corinthians afirmou que a paixão pelo clube e a rivalidade no futebol não podem justificar comportamentos que coloquem em risco o respeito e a segurança, principalmente quando uma criança está envolvida.

O clube classificou a situação como inadmissível e ressaltou que a agressividade contra uma criança ultrapassa qualquer limite aceitável dentro do futebol. A equipe também afirmou esperar que episódios semelhantes não voltem a acontecer e reforçou o compromisso com um ambiente seguro e respeitoso para seus torcedores.

Neymar explica entrega da camisa

Neymar também comentou a situação e defendeu o garoto. O atacante explicou que decidiu entregar a camisa depois de perceber o carinho demonstrado pelo menino, que havia levado uma faixa com a mensagem: “Sou muito corintiano, mas seu fã”.

O jogador afirmou que não vê problema em ser admirado por torcedores de outros clubes e destacou que a atitude foi uma demonstração de respeito ao jovem.

Neymar também fez questão de elogiar a torcida do Corinthians, apesar da derrota do Santos. O atacante afirmou ter grande respeito pelo clube e reconheceu o apoio dos torcedores durante toda a partida.

O episódio provocou repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os limites da rivalidade esportiva, especialmente quando crianças estão envolvidas em situações de conflito entre torcedores.

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