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Iguana se perde durante travessia no Rio Poti e recebe ajuda de guia em Teresina

Uma cena inusitada chamou a atenção durante um passeio de caiaque pelo Rio Poti, em Teresina, na manhã do último sábado (29). Uma iguana foi flagrada nadando pelo rio e acabou recebendo ajuda de um ambientalista após aparentar estar desorientada durante a travessia.

O momento foi registrado na região da Floresta Fóssil e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais. O responsável pelo resgate foi o educador ambiental e guia de turismo Maurício Chaves, conhecido como Maurício Adrenalina.

Segundo Maurício, ele retornava de um passeio quando percebeu que a iguana havia entrado no rio pela margem esquerda. Enquanto os turistas que o acompanhavam seguiram em frente, ele permaneceu mais atrás para observar o animal e fotografar a paisagem.

A princípio, a iguana nadava normalmente, mas, ao chegar aproximadamente à metade do rio, começou a mudar de direção e aparentou não saber para onde seguir.

“Ela começou a perder um pouco a direção. Tentava ir para um lado, depois mudava e voltava. Foi quando percebi que ela estava meio perdida e resolvi me aproximar”, relatou o ambientalista.

Maurício conta que normalmente evita tocar nos animais encontrados durante os passeios. No entanto, decidiu intervir por acreditar que, naquele momento, a ajuda seria necessária.

Ele aproximou o caiaque e estendeu a mão para que a iguana pudesse subir. O animal deixou a água e permaneceu apoiado na perna do guia enquanto ele completava a travessia até a outra margem.

Nas redes sociais, Maurício levou a situação com bom humor e brincou sobre o comportamento do animal durante o trajeto. “Me ‘lapadeou’ várias vezes”, escreveu na legenda da publicação.

Encontro com animais é comum na região

De acordo com o ambientalista, a presença de animais durante os passeios pelo Rio Poti é frequente, principalmente nas proximidades da Floresta Fóssil. A área proporciona contato visual com diferentes espécies, como aves, iguanas, serpentes e capivaras.

Maurício também destaca que os animais não são alimentados nem tocados durante as atividades de turismo e educação ambiental. A intervenção, segundo ele, acontece somente em situações específicas, quando existe algum risco para o animal ou para as pessoas que circulam pelo local.

O episódio da iguana acabou mostrando um desses momentos em que a observação da natureza deu lugar a uma pequena ajuda para garantir que o animal conseguisse concluir sua travessia pelo rio.

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