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GILMAR MENDES DIZ QUE A AUTORIDADE QUE PENSA EM AFASTAR UM DIRETOR DA PF DEVE “SE ALGEMAR ANTES DE FAZER ISSO”

Durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15), o ministro Gilmar Mendes criticou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e afirmou que uma medida desse tipo jamais deveria ocorrer em relação à chefia de uma instituição como a PF.

Ao comentar o episódio, Gilmar classificou como “festivais de abusos” situações que, segundo ele, têm sido registradas nos últimos tempos. O ministro afirmou ainda que nem mesmo organizações criminosas, como a máfia, adotariam determinados comportamentos que, na avaliação dele, passaram a ser observados nas instituições brasileiras.

Gilmar comparou o afastamento do diretor-geral da PF à retirada do comando de instituições como o Exército ou a NASA. “Submeter uma instituição que já vive todos os problemas que tem a este tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade que eu jamais vi”, afirmando que “até na máfia tem ética”.

O ministro também defendeu a necessidade de colocar em funcionamento o juiz de garantias como forma de estabelecer um controle judicial sobre medidas adotadas durante investigações. Segundo Gilmar, os episódios recentes reforçam a importância de separar o magistrado responsável pelo controle da investigação daquele que eventualmente julgará o processo.

A manifestação ocorreu durante o julgamento da Petição 16.662, que analisa a possibilidade de abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

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