DESTAQUEGREVENotíciaRecentes

Funcionários da Caixa rejeitam proposta do banco e mantêm greve por tempo indeterminado

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal continuará por tempo indeterminado em todo o país. A categoria rejeitou a proposta apresentada pela direção do banco para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) durante assembleias realizadas na noite desta quinta-feira (11).

O resultado apontou 68% de votos contrários à proposta. A votação foi encerrada às 23h, após assembleia organizada pelos sindicatos que representam os trabalhadores.

A paralisação começou na quinta-feira (10), depois de os empregados aprovarem o movimento em uma assembleia realizada no dia 4 de setembro. Com a rejeição da proposta, não houve acordo entre as partes, e a mobilização permanece sem previsão de encerramento.

Um dos principais pontos de divergência nas negociações é o Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido aos empregados. A proposta apresentada pelo banco previa elevar de 6,5% para 8% o limite de comprometimento das despesas com o programa.

Também estavam previstos novos critérios para a participação dos trabalhadores no custeio do plano. Conforme a proposta, os empregados pagariam percentuais entre 2,30% e 4,10% do salário básico, além de uma cobrança por dependente que variaria de R$ 480 a R$ 660, de acordo com a faixa etária.

Como parte do pacote apresentado, a Caixa também ofereceu um pagamento de R$ 3 mil por trabalhador. A proposta previa ainda a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para o dia 18, caso o acordo coletivo fosse aprovado pela categoria.

A direção da Caixa havia estabelecido a sexta-feira (11) como prazo para a aceitação da proposta e sinalizado que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso a paralisação continuasse. Com a rejeição, o banco poderá buscar a abertura de um dissídio coletivo para tentar solucionar o impasse.

As negociações devem continuar em meio à paralisação, enquanto trabalhadores e instituição financeira tentam chegar a um entendimento sobre as condições do novo acordo coletivo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *