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Piauí amplia doações de órgãos e transplantes nos primeiros oito meses de 2026

O Piauí registrou crescimento nos números de doações de órgãos e transplantes entre janeiro e agosto de 2026. Os resultados foram divulgados no início do Setembro Verde, campanha nacional dedicada à conscientização sobre a importância da doação de órgãos.

De acordo com os dados da Central Estadual de Transplantes, o estado contabilizou 139 doações após parada cardiorrespiratória (PCR) nos oito primeiros meses deste ano. No mesmo período de 2025, foram registradas 114, o que representa um aumento de aproximadamente 22%.

Também foram registradas 31 doações de múltiplos órgãos entre janeiro e agosto. Esse tipo de doação permite que diferentes órgãos sejam destinados a pacientes que aguardam por transplantes, ampliando as possibilidades de atendimento e salvando vidas.

Os procedimentos com córneas também apresentaram crescimento. O número de transplantes realizados passou de 195 para 211 na comparação entre os primeiros oito meses de 2025 e o mesmo período de 2026.

Outro destaque está na captação de fígados. Até agosto deste ano, 24 órgãos foram disponibilizados para pacientes de outros estados. Enquanto isso, o Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina, avança no processo de credenciamento para começar a realizar transplantes de fígado no próprio Piauí.

As vistorias necessárias para a habilitação da unidade já foram concluídas. O hospital aguarda agora a publicação da portaria que permitirá o início dos procedimentos. Com a autorização, pacientes piauienses que necessitarem desse tipo de transplante poderão ser atendidos no próprio estado, reduzindo a necessidade de deslocamento para outras unidades da Federação.

Setembro Verde reforça importância do diálogo familiar

A campanha Setembro Verde busca ampliar a informação sobre a doação de órgãos e estimular a população a conversar sobre o tema. Além de manifestar o desejo de ser doador, é fundamental comunicar essa decisão aos familiares.

No Brasil, a autorização da família é necessária para que a doação seja efetivada após a morte. Por isso, deixar clara a própria vontade pode facilitar a decisão dos familiares em um momento delicado.

A Central de Transplantes reforça que o diálogo pode contribuir para aumentar o número de doações e, consequentemente, beneficiar pessoas que aguardam por um transplante.

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