PF indica que investigação sobre Lulinha não deve avançar antes das eleições de 2026
A investigação da Polícia Federal que apura o suposto envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no esquema de fraudes relacionado ao INSS não deve apresentar avanços significativos antes das eleições de 2026.
De acordo com informações divulgadas nos bastidores, a corporação teria informado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que a análise do material obtido por meio da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deverá ser concluída ainda neste ano.
A investigação faz parte dos desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. O caso provocou um desgaste na relação entre integrantes da Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, responsável pela condução do inquérito no STF.
Nos bastidores da corporação, delegados avaliam que as divergências entre a direção da PF e o ministro não representam interferência direta nas investigações, embora reconheçam que o ambiente institucional se tornou mais tenso nos últimos meses.
Lula afirmou recentemente que acredita na inocência do filho e defendeu a continuidade das investigações. O presidente também declarou que orientou os advogados a não solicitarem o encerramento dos processos e disse que, caso sejam comprovadas irregularidades, os responsáveis deverão responder perante a Justiça. A defesa de Lulinha nega qualquer participação em práticas ilegais.

