Operação Fronteira tem apoio de agência dos EUA e registra 15 prisões no Brasil
A Receita Federal conta com a colaboração da agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) na Operação Fronteira, que intensificou a fiscalização contra o contrabando e o tráfico de drogas no Brasil. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A operação já alcançou mais de 40 cidades brasileiras e resultou em 15 prisões. Até as 19h de quarta-feira (4), as apreensões totalizavam R$ 29,5 milhões, sendo R$ 15,2 milhões em drogas e R$ 14,3 milhões em mercadorias ilegais.
Criada em 2021 para fiscalizar a entrada de produtos pelas fronteiras terrestres, a iniciativa ampliou seu alcance e passou a monitorar também a circulação de cargas dentro do território nacional.
As equipes realizam inspeções em portos, aeroportos, rodovias e transportadoras para combater a entrada irregular de mercadorias, além de identificar carregamentos de drogas, armas, animais silvestres e plantas.
Uma das ações preparatórias ocorreu em Fortaleza, onde a Receita Federal e a Polícia Civil do Ceará apreenderam 146 quilos de drogas em uma transportadora. Entre os materiais encontrados estavam cocaína, crack e skunk.
De acordo com Durigan, a operação mobiliza 500 servidores da Receita Federal e outros 800 agentes de diferentes instituições. A força-tarefa reúne as Forças Armadas, as polícias Federal e Rodoviária Federal, além de forças estaduais e guardas municipais.
A iniciativa também conta com a participação da Organização Mundial das Aduanas e das Forças Armadas da Colômbia e do Peru, além da cooperação das autoridades norte-americanas.

