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Lula diz que não pediu reunião bilateral com Trump e critica postura do presidente dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não solicitou uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o encontro internacional do qual ambos participaram. A declaração foi dada ao responder a uma pergunta sobre a pouca interação entre os dois líderes e sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Segundo Lula, em eventos como cúpulas do G7, G20 e do Brics não há possibilidade de conversas prolongadas com todos os chefes de Estado presentes. O presidente explicou que as reuniões bilaterais são realizadas conforme o interesse dos países e afirmou que, no caso da relação com os Estados Unidos, as negociações já estão sendo conduzidas pelos ministros das Relações Exteriores e do Comércio dos dois governos.

Durante a resposta, Lula voltou a criticar a política externa adotada por Donald Trump e classificou como “desaforada” a decisão de impor tarifas ao Brasil. O presidente também reiterou declarações anteriores de que o líder norte-americano “continua agindo como imperador”.

Lula informou ainda que encaminhou ao governo dos Estados Unidos documentos com propostas de cooperação no combate ao crime organizado, além de sugestões relacionadas ao comércio bilateral, minerais estratégicos e outros temas de interesse comum. Segundo ele, os textos foram entregues por escrito por considerar que essa seria a melhor forma de registrar a posição brasileira.

Ao comentar a recente decisão do governo norte-americano de classificar facções criminosas como organizações terroristas, o presidente afirmou que havia tratado do assunto previamente com autoridades dos Estados Unidos. Lula argumentou que esses grupos representam uma ameaça à população brasileira, mas possuem características diferentes de organizações terroristas por terem motivação econômica, e não o objetivo de substituir o Estado.

O presidente concluiu afirmando que, diante das negociações em andamento entre os dois países, não havia necessidade de solicitar um encontro reservado com Donald Trump durante a cúpula.

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