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Lúcia Santos critica estrutura do Hospital Tibério Nunes e acusa gestão estadual de falhas na Saúde

A pré-candidata ao Governo do Piauí, médica Lúcia Santos, fez críticas à administração do governador Rafael Fonteles (PT) durante uma visita ao Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, a cerca de 240 km de Teresina. Segundo ela, a unidade mantém uma boa aparência externa, mas não apresenta a mesma condição em seu interior.

Em entrevista ao podcast Rádio Calçada, Lúcia afirmou que o hospital é visto por pacientes como um “corredor da morte”, em razão da falta de estrutura adequada, mesmo com a presença de empresas privadas contratadas pelo Governo do Estado para a gestão da unidade.

“O governador colocou empresas privadas para administrar, dizendo que era para melhorar. O que a gente vê é a fachada para a propaganda do Governo, mas, como o paciente bem caracterizou, é o corredor da morte. Pacientes sofrendo, a população sofrendo, trabalhadores amedrontados e calados”, declarou.

De acordo com a pré-candidata, os profissionais que atuam no hospital evitam expor os problemas enfrentados pelos pacientes porque estariam sob pressão. Ela também acusou a gestão estadual de usar o serviço público como instrumento político.

“Enfermeiras, técnicos, médicos, nutricionistas, farmacêuticos sem a menor condição de trabalho e amordaçados. Não podem falar, porque o serviço público está servindo como curral eleitoral para o Governo do Estado. Assim que ele trata o serviço público e o setor da Saúde”, disse.

O pré-candidato a deputado estadual e presidente municipal do PSDB em Teresina, Samuel Rêgo, também criticou a situação da unidade e afirmou que pacientes do Sul do estado chegam ao hospital em estado grave. Segundo ele, o ambiente interno reflete medo entre os trabalhadores.

“O piauiense sai do Sul do Estado, referenciado para o Hospital Tibério Nunes, e vem para cá para morrer. Aqui é um corredor da morte. O que vimos foram profissionais tensos por conta do assédio moral, das ameaças. A ordem é essa: o silêncio”, afirmou.

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