BILIONÁRIOS USAM VINHOS RAROS COMO ESTRATÉGIA PARA PRESERVAR E MULTIPLICAR FORTUNA, DIZ EMPRESÁRIO
O empresário Nabil Haddad afirmou que coleções de vinhos raros mantidas por bilionários ao redor do mundo vão além do gosto pessoal e podem representar uma estratégia sofisticada de preservação e alavancagem de patrimônio.
Segundo Haddad, investidores de alta renda costumam adquirir garrafas de regiões tradicionais como Bordeaux e Borgonha, mas, ao contrário do que se imagina, não consomem esses produtos. As garrafas seriam mantidas em armazéns alfandegados, estruturas que permitem o armazenamento de bens sem incidência imediata de impostos, funcionando como zonas de diferimento fiscal.

De acordo com o empresário, esse modelo possibilita que os vinhos permaneçam “fora do sistema” enquanto estão armazenados, evitando tributações comuns de importação e comercialização. Com o passar do tempo, itens raros podem se valorizar significativamente, tornando-se ativos financeiros atrativos.
Outro ponto destacado é a possibilidade de utilizar essas coleções como garantia para obtenção de crédito junto a bancos privados. Nesse cenário, o investidor não precisa vender o ativo: ele acessa liquidez por meio de empréstimos, investe os recursos em outras operações e mantém o patrimônio original em valorização.
A prática, segundo Haddad, faz parte de um conjunto de estratégias utilizadas por grandes fortunas para diversificar ativos e otimizar a gestão tributária. Especialistas, no entanto, ressaltam que esse tipo de operação envolve estruturas complexas, geralmente restritas a investidores com alto nível de patrimônio e assessoria especializada.

