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Justiça cancela audiência de namorado de vereadora Tatiana Medeiros e outros réus após anulação de prova

A audiência de instrução e julgamento de Alandilson Cardoso Passos — namorado da vereadora Tatiana Medeiros —, do empresário Josimar Barbosa e de mais 14 acusados de organização criminosa e lavagem de dinheiro, que estava marcada para os dias 2 e 3 de outubro, foi suspensa por decisão da Vara de Delitos de Organização Criminosa.

O cancelamento ocorreu após o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) conceder habeas corpus que declarou ilegal um dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) usados como base para a acusação. A decisão também estendeu a nulidade às provas obtidas a partir desse documento, aplicando a chamada “teoria da árvore dos frutos envenenados”, que torna inválidas as evidências derivadas de material ilícito.

Com isso, o juízo determinou que o Ministério Público do Piauí (MPPI) se manifeste sobre a existência de provas independentes e válidas que sustentem a denúncia. Somente após essa análise será definido se o processo poderá prosseguir.

Situação dos réus

Alandilson foi preso em abril de 2024, quando já se encontrava detido em Minas Gerais, e teve sua prisão preventiva decretada em março deste ano. Em junho, foi colocado no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) após suspeita de uso de telefone dentro da prisão para se comunicar com Tatiana.

Já a vereadora Tatiana Medeiros foi presa preventivamente em abril de 2025. Dois meses depois, a Justiça converteu a detenção em prisão domiciliar devido a problemas de saúde, mesmo após registros de faltas graves no presídio.

A Polícia Federal apontou que a campanha eleitoral que garantiu sua eleição para a Câmara Municipal de Teresina, em 2024, teria sido financiada com recursos de uma facção criminosa. Além da prisão preventiva, Tatiana também foi afastada do cargo de vereadora. Seu suplente, Leondidas Júnior (PSB), assumiu a cadeira após o prazo de 60 dias previsto no regimento da Casa.

No mês de maio, Tatiana, Alandilson e outros sete investigados, entre familiares e assessores, foram formalmente transformados em réus por corrupção eleitoral, organização criminosa e outros delitos.

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