Flávio Bolsonaro nega intenção de retirar título de Nossa Senhora Aparecida e chama boato de “facada”
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou novamente que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A declaração foi feita nesta segunda-feira (28), durante participação em um podcast voltado ao público católico.
Segundo Flávio, não existe projeto de lei com esse objetivo e a informação que circulou nas redes sociais seria falsa. O candidato comparou a repercussão do caso à facada sofrida por seu pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha presidencial de 2018.
“Posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim”, declarou.
A polêmica surgiu após publicações nas redes sociais associarem Flávio a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O assunto também foi relacionado a uma declaração anterior do candidato, na qual afirmou que, caso fosse eleito, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
Candidato fala sobre religião
Durante a entrevista, Flávio afirmou respeitar diferentes religiões e defendeu que o Estado não deve interferir nas crenças individuais.
O candidato, que se declara evangélico, também mencionou Alfredo Gaspar, seu candidato a vice-presidente, como católico.
Flávio ainda criticou a repercussão do episódio e afirmou que pediu à sua equipe para verificar a origem da informação assim que tomou conhecimento da acusação.
CNBB se manifesta sobre o caso
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou envolvimento na produção ou divulgação da informação atribuída ao candidato. A entidade afirmou que não elaborou, autorizou ou participou da divulgação de conteúdo de desinformação relacionado ao processo eleitoral.
O caso também chegou à Justiça Eleitoral. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações que apresentavam como verdadeira a suposta intenção de Flávio de alterar o título de Nossa Senhora Aparecida.
Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão em relação a uma publicação específica.

