Denúncias de assédio eleitoral aumentam 40% no Piauí e incluem pressão sobre trabalhadores
O número de denúncias de assédio eleitoral no Piauí aumentou 40% em apenas uma semana, passando de 10 para 14 registros, conforme dados do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os relatos apontam possíveis tentativas de pressionar trabalhadores a participar de atividades políticas e de influenciar suas escolhas nas urnas.
Entre as situações denunciadas estão casos de funcionários que teriam sido incentivados ou pressionados a comparecer a eventos de campanha relacionados a candidatos apoiados por seus empregadores.
As ocorrências foram registradas nos municípios de São Gonçalo do Gurguéia, Paulistana, Teresina, Barras, Parnaíba e Matias Olímpio.
MPT emite recomendações para combater irregularidades
Diante das denúncias recebidas, o Ministério Público do Trabalho informou que já emitiu cinco recomendações com o objetivo de interromper práticas que possam configurar assédio eleitoral no ambiente profissional.
O órgão também reforçou que os trabalhadores podem denunciar situações ocorridas durante a campanha eleitoral ou no período relacionado ao primeiro turno das eleições.
O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder ou influência para constranger, ameaçar ou pressionar outra pessoa em razão de suas escolhas políticas ou de seu voto. O direito de escolher livremente seus candidatos deve ser respeitado, sem interferências indevidas no ambiente de trabalho.
Saiba como denunciar
Trabalhadores que tenham presenciado ou sofrido possíveis situações de assédio eleitoral podem procurar o Ministério Público do Trabalho por meio dos seguintes canais:
- Site: https://www.prt22.mpt.mp.br/servicos/denuncias
- Telefone: (86) 3214-7500
- WhatsApp: (86) 99544-7488
Também é possível registrar a denúncia presencialmente nas unidades do MPT em Teresina, Picos e Bom Jesus.
O órgão orienta que as denúncias sejam formalizadas para que os fatos possam ser apurados e as medidas cabíveis sejam adotadas.

