Campanha de Flávio Bolsonaro pede ao TSE investigação sobre perfis falsos nas redes sociais
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação para pedir a investigação de perfis falsos que estariam sendo utilizados para divulgar conteúdos contra o pré-candidato nas redes sociais.
O pedido foi apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha, após reunião com o presidente do TSE, ministro Nunes Marques. Segundo Marinho, a equipe identificou cerca de 20 mil perfis que seriam falsos e que teriam movimentado aproximadamente R$ 20 milhões em anúncios para impulsionar conteúdos considerados difamatórios.
Além de Flávio Bolsonaro, Marinho afirmou que os ataques também teriam como alvo os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina.
A campanha solicitou à Justiça Eleitoral uma decisão provisória para retirar os perfis do ar e pediu que sejam identificados os responsáveis pelo financiamento das publicações.
“Viemos pedir o auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e nós possamos identificar quem está financiando esse atentado à democracia”, declarou Rogério Marinho.
A advogada Maria Claudia Bucchianeri, integrante da equipe jurídica da pré-campanha, afirmou que o grupo começou a identificar o suposto esquema em fevereiro. Segundo ela, foram encontrados perfis com poucos seguidores que teriam movimentado valores elevados para promover publicações contra o senador.
De acordo com a advogada, as contas seriam criadas com dados falsos e utilizadas para realizar impulsionamentos pagos. Após as campanhas, os perfis seriam excluídos para dificultar a identificação dos responsáveis.
A equipe jurídica também solicitou uma ampla quebra de sigilo para obter informações junto à Meta sobre os responsáveis pelos cadastros e anúncios. Entre os dados solicitados estão informações sobre anunciantes, períodos de atividade das contas, conteúdos publicados e valores gastos.
Segundo Bucchianeri, a investigação busca identificar os responsáveis pelos meios de pagamento, CPFs e linhas telefônicas associados às contas.
A advogada afirmou ainda que uma parcela das contas identificadas apresentaria publicações favoráveis ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também é pré-candidato à reeleição. A alegação faz parte dos elementos apresentados pela pré-campanha no pedido de investigação ao TSE.

