Brasil tem prazo até julho para negociar com EUA e evitar nova rodada de tarifas, diz governo
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá até o dia 15 de julho para tentar evitar a adoção de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O prazo foi estabelecido após a conclusão de uma investigação conduzida pelo governo norte-americano, que apontou supostas práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos EUA.
A partir de agora, representantes dos dois países devem intensificar as negociações diplomáticas e comerciais na tentativa de alcançar um entendimento que impeça a aplicação das medidas. Integrantes do governo brasileiro avaliam que ainda há espaço para o diálogo antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pelas autoridades americanas.
O caso é acompanhado de perto por setores da indústria e do agronegócio, que temem impactos sobre as exportações brasileiras para o mercado norte-americano. Uma eventual elevação das tarifas pode reduzir a competitividade de produtos nacionais e afetar empresas que dependem das vendas aos Estados Unidos.
Nos bastidores, o governo federal trabalha em diferentes frentes para defender os interesses brasileiros e busca apresentar argumentos técnicos e comerciais às autoridades americanas. A estratégia é evitar uma escalada nas tensões comerciais e preservar a relação econômica entre os dois países, considerada uma das mais importantes para o Brasil.
Caso não haja acordo até meados de julho, os Estados Unidos poderão avançar com novas restrições tarifárias, abrindo espaço para possíveis medidas de resposta por parte do governo brasileiro. Especialistas avaliam, entretanto, que a prioridade de ambos os lados continua sendo a negociação antes da adoção de ações mais duras.

