Égua morre após ser atingida por moto em Parnaíba; dono diz que trabalhava com o animal havia 35 anos
Uma égua morreu após ser atingida por uma motocicleta durante um acidente envolvendo uma carroça na manhã desta segunda-feira (5), em Parnaíba, no litoral do Piauí. O animal sofreu ferimentos graves e precisou ser submetido a um procedimento de eutanásia realizado por uma equipe especializada.
O proprietário da égua, o carroceiro José Messias Cardoso, ficou abalado com a perda. Segundo ele, o animal fazia parte de sua rotina de trabalho havia cerca de 35 anos e também era tratado como companhia.
“Já tem 35 anos que eu trabalho com ela. E eu ando deitado nela, eu brincava com ela. Hoje eu não vou mais fazer isso que ela não vai mais escapar”, relatou José Messias.
Acidente aconteceu durante tentativa de ultrapassagem
A colisão ocorreu quando um motociclista tentou realizar uma ultrapassagem e acabou atingindo a carroça, que estava parada na avenida. Com o impacto, o condutor da moto caiu.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde do motociclista.
Tentativas de socorro
A ocorrência mobilizou moradores e pessoas ligadas à proteção animal. A moradora Roseane Galeno contou que a tentativa de atendimento ao animal se estendeu por mais de uma hora.
Segundo ela, a rede de protetores de animais foi acionada. Roseane também procurou policiais militares para solicitar que a Polícia Ambiental fosse chamada por rádio, com o objetivo de acelerar o atendimento.
Antes disso, também foram realizados contatos com o Corpo de Bombeiros e com a Polícia Militar.
Mesmo após a mobilização para tentar salvar o animal, a gravidade dos ferimentos fez com que a equipe especializada optasse pelo procedimento de eutanásia.
Dono havia decidido sair para trabalhar
José Messias contou ainda que havia recebido um conselho da própria mãe para não sair com a égua naquele dia. Ele explicou que o animal havia passado três dias descansando e, por isso, decidiu trabalhar normalmente.
“Hoje, minha mãe falou: ‘Meu filho, não sai nessa bichinha hoje não’. Eu digo: ‘Não, mãe, ela está com três dias que está descansando. Está bem, dá para gente trabalhar’”, lembrou o carroceiro.
A morte encerrou uma convivência de décadas entre José Messias e a égua, que, além de auxiliar no trabalho, fazia parte da vida cotidiana do carroceiro.

