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Eduardo Bolsonaro cita operações contra facções na América do Sul e questiona política de segurança do governo Lula

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou nas redes sociais uma mensagem em que cita operações de combate ao crime organizado realizadas em países da América do Sul com apoio ou participação dos Estados Unidos. Ao final da publicação, o parlamentar questiona: “E o Brasil de Lula?”, em referência à política de segurança pública adotada pelo governo federal.

Na postagem, Eduardo Bolsonaro menciona a operação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo o governo norte-americano, resultou na morte de Héctor “Niño” Guerrero, apontado como líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua. De acordo com as autoridades dos EUA, a ação ocorreu em coordenação com órgãos venezuelanos.

O parlamentar também cita o governo do presidente do Equador, Daniel Noboa, destacando a cooperação internacional em ações voltadas ao enfrentamento do narcotráfico e de organizações criminosas. Além disso, faz referência a declarações atribuídas ao advogado e comentarista político colombiano Abelardo de la Espriella, conhecido como “El Tigre”, que defende uma atuação mais rigorosa das forças militares contra grupos ligados ao tráfico de drogas.

Ao concluir a publicação com a frase “E o Brasil de Lula?”, Eduardo Bolsonaro faz uma comparação entre as medidas adotadas por esses países e a estratégia de combate ao crime organizado implementada pelo governo brasileiro.

Nos últimos meses, Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo intensificaram contatos com parlamentares e integrantes do governo dos Estados Unidos para tratar de temas relacionados ao Brasil. O deputado licenciado e o senador Flávio Bolsonaro também defenderam junto a autoridades norte-americanas que as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho sejam classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas.

Eduardo Bolsonaro também é alvo de investigações e processos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados a declarações e atos políticos. Em manifestações públicas, o parlamentar já afirmou que seria necessário transformar o Brasil em uma “terra arrasada” para alcançar objetivos políticos e retaliar o ministro Alexandre de Moraes, declarações que repercutiram no meio político e jurídico.

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