Dívida pública federal chega a R$ 9,29 trilhões em agosto
A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou agosto em R$ 9,293 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (28). O estoque permaneceu praticamente estável no mês, mas os juros incorporados à dívida contribuíram para manter o valor em trajetória de alta.
Em agosto, o Tesouro Nacional registrou R$ 84,43 bilhões a mais em resgates do que em emissões de títulos. Mesmo assim, foram incorporados R$ 88,39 bilhões em juros, superando o resultado dos resgates líquidos.
A projeção oficial para o fim de 2026 mantém o estoque da dívida entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
Dívida interna concentra maior parte do estoque
A maior parcela da dívida está concentrada no mercado interno. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) recuou 0,05% em agosto e terminou o mês em R$ 8,944 trilhões.
Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) avançou 2,41%, chegando a R$ 348,26 bilhões.
Entre os títulos da dívida interna, os papéis vinculados à taxa Selic ampliaram sua participação de 51,11% em julho para 52,74% em agosto, atingindo o maior percentual da série histórica.
Os títulos corrigidos pela inflação representaram 23,22% do estoque, enquanto os prefixados responderam por 20,31% e os vinculados ao câmbio, por 3,74%.
Prazo médio aumenta e vencimentos de curto prazo diminuem
O prazo médio dos títulos passou de 4,05 anos em julho para 4,10 anos em agosto. No mesmo período, a parcela da dívida com vencimento em até 12 meses caiu de 18,91% para 16,39%.
O custo médio anual, por outro lado, subiu de 12,45% para 12,59%.
A reserva de liquidez do Tesouro Nacional teve redução de 11,89% e terminou agosto em R$ 1,208 trilhão. Segundo o Tesouro, o volume disponível é suficiente para cobrir aproximadamente 7,18 meses de vencimentos da dívida.
Participação estrangeira aumenta
Os investidores estrangeiros elevaram sua participação no mercado interno e passaram a deter 9,91% do estoque de títulos públicos. As instituições financeiras permanecem como o grupo com maior participação, respondendo por 31,22%.
O Tesouro Nacional informou que a evolução da dívida continua sendo influenciada principalmente pela incorporação dos juros ao estoque. A estratégia para 2026 prevê ajustes graduais na composição dos títulos, considerando também a possibilidade de obtenção de superávits primários.

