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Direita conquista maioria das cadeiras no Senado e amplia força no Congresso

A direita ampliou sua presença no Senado Federal após as eleições deste domingo (4) e passou a ter maioria na Casa. Segundo o levantamento apresentado no texto-base, 45 senadores eleitos são considerados alinhados ao bolsonarismo.

Com a nova composição, a oposição ganha força para pautas de confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF) e para discussões como pedidos de impeachment de ministros da Corte e propostas de anistia relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

O novo cenário também reduz o espaço do governo no Senado. A base governista, que atualmente conta com 38 parlamentares, passará a ter 26. Outros dez senadores são considerados independentes ou sem alinhamento definido.

O Partido Liberal (PL), ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro, será a maior bancada, com 28 cadeiras. A federação formada por União Brasil e PP terá 12 senadores, enquanto o PT permanecerá com nove.

O PSD será uma das legendas que mais perderá espaço. A bancada, que tinha 14 senadores, ficará com cinco. O MDB passará de nove para oito representantes.

Nova composição do Senado

  • PL: 28 cadeiras
  • União Brasil e PP: 12
  • PT: 9
  • MDB: 8
  • PSD: 5
  • Republicanos: 5
  • PSB: 4
  • Novo: 3
  • Podemos: 2
  • PSDB: 2
  • PDT: 1
  • Rede: 1
  • Sem partido: 1

A composição considera ainda mudanças provocadas pela eleição de Sergio Moro (PL) para o governo do Paraná e de Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o governo de Minas Gerais. Com isso, os suplentes dos dois parlamentares assumem as respectivas cadeiras no Senado.

Maioria amplia pressão sobre o STF

A nova correlação de forças poderá aumentar a pressão da oposição sobre o Supremo. Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Para que haja condenação, porém, são necessários votos de dois terços da Casa, o equivalente a 54 dos 81 senadores.

O fortalecimento da direita também pode influenciar debates sobre anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Na legislatura anterior, a oposição contava com 29 senadores considerados alinhados ao bolsonarismo, enquanto 38 eram classificados como governistas e outros 14 não tinham alinhamento automático.

Disputa pela presidência do Senado

A nova composição também terá impacto na eleição para a Mesa Diretora do Senado, prevista para fevereiro. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), deverá buscar a permanência no comando da Casa.

Com uma bancada mais favorável à oposição, nomes como o líder oposicionista Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) podem ganhar espaço na disputa pela presidência.

A nova legislatura começa com uma configuração mais favorável à direita e deverá aumentar a disputa política entre o Congresso, o governo federal e o Supremo Tribunal Federal.

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