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Beneficiários do Bolsa Família lideram ocupação de empregos formais em 2026, aponta Caged

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados indicam que beneficiários do Bolsa Família responderam por 56,1% das novas vagas de emprego formal criadas no Brasil no primeiro bimestre de 2026. As informações foram destacadas pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias.

Ao todo, das 370.339 vagas com carteira assinada abertas no período, 207.900 foram ocupadas por pessoas inscritas em programas sociais. Segundo o ministro, os números demonstram que os beneficiários estão buscando inserção no mercado de trabalho e melhores condições de vida, alinhando políticas sociais ao crescimento econômico.

Wellington Dias afirmou que os dados reforçam a participação ativa dessas famílias na economia formal e destacou que o desenvolvimento social é parte fundamental da estratégia econômica do país, defendendo que não há crescimento sustentável sem inclusão.

A atual regra do programa, estabelecida pela Lei 14.601/2023, permite que beneficiários permaneçam no Bolsa Família mesmo após conseguirem emprego formal. Caso a renda per capita familiar chegue a até meio salário mínimo, atualmente R$ 706, a família pode continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses.

O setor de serviços liderou a geração de empregos para esse público, concentrando 52% das contratações, seguido pela indústria. O perfil dos trabalhadores mostra predominância de mulheres, que ocuparam 50,2% das vagas, além de jovens entre 18 e 24 anos, faixa etária com maior número de admissões.

Os dados também apontam que 68,3% dos contratados possuem ensino médio completo, o que contraria a percepção de baixa qualificação entre os beneficiários de programas sociais.

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