Teresina soma 1.169 mortes em acidentes de trânsito entre 2022 e agosto de 2026
Teresina registrou 1.169 mortes relacionadas a acidentes de trânsito entre 2022 e agosto de 2026, segundo dados acompanhados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). O levantamento considera vítimas que morreram na capital após ocorrências registradas tanto em Teresina quanto em outros municípios, para onde foram encaminhadas para atendimento.
Os motociclistas representam a maior parcela dos óbitos no período, com 786 mortes. Em seguida aparecem os pedestres, com 148 vítimas, os ocupantes de automóveis, com 74 mortes, e os ciclistas, com 71 óbitos.
Os dados são acompanhados pelo Núcleo de Eventos Vitais (NEV) e pelo Núcleo de Vigilância em Violência e Acidentes (NUVIVA), setores da FMS responsáveis pelo monitoramento das ocorrências.
Além dos casos classificados conforme o tipo de veículo ou condição da vítima, o levantamento contabilizou 67 mortes relacionadas a acidentes de transporte terrestre não especificados. Também foram registrados 10 óbitos em outras modalidades de acidentes de transporte, cinco entre ocupantes de veículos de transporte pesado, três envolvendo triciclos motorizados, três em outros acidentes de transporte não especificados e duas mortes entre ocupantes de caminhonetes.
Lesões graves e prevenção
A chefe do Núcleo de Vigilância em Violência e Acidentes da FMS, Gina Quirino, destaca que a gravidade dos ferimentos pode fazer com que algumas vítimas morram ainda no local da ocorrência, antes de receber atendimento hospitalar.
Segundo ela, os números reforçam a necessidade de medidas preventivas, como fiscalização, campanhas educativas e ações voltadas à redução dos fatores de risco no trânsito.
Entre os dias 18 e 25 de setembro, Teresina participa da Semana Nacional de Trânsito, com atividades realizadas por instituições que integram o Programa Vida no Trânsito. A programação inclui blitzes educativas e ações de conscientização com o tema “Mais atenção. Mais respeito. Mais vidas”.
Entre as principais recomendações estão não dirigir após o consumo de bebidas alcoólicas, não utilizar o celular enquanto estiver ao volante, evitar conduzir veículos com sono e respeitar as normas de trânsito.
O uso de equipamentos de proteção também é apontado como medida importante para diminuir a gravidade dos ferimentos. Capacetes, cintos de segurança e cadeirinhas infantis ajudam a reduzir o risco de lesões graves e mortes em caso de acidentes.
Impacto na rede de saúde
O diretor médico do SAMU Teresina, Edson Cipriano, explica que um acidente de trânsito pode exigir uma estrutura de atendimento que envolve diferentes serviços de saúde.
Além das equipes enviadas pelo SAMU, dependendo da gravidade do caso, podem ser necessários atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais, exames, procedimentos cirúrgicos, internações e processos de reabilitação.
Para o diretor, o monitoramento das ocorrências permite identificar situações de risco e orientar políticas de prevenção. A proposta é utilizar os dados para reduzir tanto o número de acidentes quanto a gravidade das consequências para as vítimas e para o sistema de saúde.

