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Quem é Tatiana Coelho de Sampaio, a pesquisadora por trás da polilaminina

A bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Coelho de Sampaio, ganhou destaque nacional e internacional por liderar pesquisas com a polilaminina, molécula estudada como alternativa para estimular a regeneração de fibras nervosas após lesões na medula espinhal.

Com formação em Ciências Biológicas pela própria UFRJ, onde também concluiu mestrado e doutorado, a cientista realizou estágios de pós-doutorado no exterior e hoje coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas da universidade.

As pesquisas tiveram início na década de 1990, quando Tatiana descreveu uma nova organização da proteína laminina produzida em laboratório. A chamada polilaminina reproduz características do ambiente biológico do desenvolvimento embrionário e pode funcionar como um “suporte” para que neurônios lesionados voltem a crescer e se reconectar.

Estudos experimentais indicam que a molécula pode favorecer o crescimento axonal, reorganizar o tecido lesionado e contribuir para a recuperação de funções motoras. A pesquisa avançou para etapas clínicas após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), permitindo a realização de testes em voluntários com lesão medular.

Com décadas dedicadas à biologia regenerativa, Tatiana Sampaio se consolidou como uma das principais referências brasileiras na área, conduzindo estudos que podem transformar o tratamento de lesões consideradas irreversíveis.

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