Procuradoria Eleitoral se opôs à prorrogação da votação após denúncias sobre transporte na Bahia
A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se posicionou contra a ampliação do horário de votação no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). A manifestação ocorreu após relatos de problemas na oferta de transporte público para eleitores em municípios da Bahia.
O caso envolveu Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana. Segundo a PGE, a presidência do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) já havia determinado a adoção de medidas para garantir o transporte dos eleitores até os locais de votação, o que seria suficiente para assegurar o acesso às urnas.
Na manifestação, a Procuradoria defendeu a manutenção do horário previsto na legislação eleitoral, ressaltando que eventuais irregularidades deveriam ser investigadas e os responsáveis, punidos.
“Apesar da gravidade das notícias veiculadas, o horário de votação fixado por lei deve se manter inalterado, sem prejuízo de os fatos narrados serem devidamente apurados com a responsabilização dos envolvidos”, afirmou o órgão.
Apesar do posicionamento contrário da PGE, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu um pedido apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e determinou a prorrogação da votação até as 19h nas seções eleitorais que ainda estavam abertas.
A decisão provocou discussões sobre os procedimentos operacionais da Justiça Eleitoral, especialmente em relação ao encerramento da votação e à organização da apuração dos votos.

