Piauí registra quase 300 focos de queimadas em julho com avanço do período seco
O avanço do período seco já provoca reflexos no Piauí. Dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, mostram que o estado registrou 291 focos de queimadas durante o mês de julho, com maior concentração de ocorrências na região sul.
O município de Guadalupe liderou o número de registros, com 66 focos de incêndio, seguido por Monsenhor Gil, com 26, e Baixa Grande do Ribeiro, com 19 ocorrências.
O levantamento aponta ainda que o Cerrado foi o bioma mais afetado, contabilizando 170 focos de queimadas, enquanto a Caatinga registrou 121. As áreas de Cerrado, predominantes no Sul e Extremo-Sul do estado, concentram importantes regiões agrícolas e costumam enfrentar condições de baixa umidade durante o segundo semestre, favorecendo a ocorrência e a propagação de incêndios.
Já a Caatinga, presente principalmente nas regiões Leste, Centro-Norte e Sudeste do Piauí, também apresentou número significativo de focos ao longo do mês.
Segundo o monitoramento, a última semana de julho foi a mais crítica, concentrando 80 focos de queimadas, o maior volume registrado em um único período semanal.
Baixa umidade aumenta risco de incêndios
De acordo com boletim da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, a tendência é de continuidade do tempo seco, principalmente na região Sul do estado, onde são esperadas altas temperaturas durante o dia, baixa umidade relativa do ar e madrugadas mais frias.
A Semarh explica que o resfriamento nas primeiras horas da manhã é provocado pela atuação de um sistema de alta pressão atmosférica, que reduz a formação de nuvens e favorece a perda de calor durante a noite.
Neste sábado (1º), municípios do Sudoeste do Piauí permanecem sob alerta de baixa umidade, com índices que podem variar entre 12% e 20%, situação considerada de risco para a saúde e para o aumento de queimadas.
As autoridades recomendam reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários de maior calor e reduzir a prática de atividades físicas ao ar livre durante o período mais crítico.

