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Piauí investiga caso provável de febre do Nilo Ocidental em mulher de 35 anos

O Piauí investiga um caso provável de febre do Nilo Ocidental em uma mulher de 35 anos, moradora do município de Canavieiras. A paciente chegou a ser internada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, mas já recebeu alta.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), um exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), apresentou resultado reagente para a doença. No entanto, o caso ainda não foi confirmado e depende de um teste de neutralização para definir o diagnóstico.

A investigação ocorre em meio à identificação de casos da doença em São Paulo e Santa Catarina. O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (25) que mantém ações de vigilância epidemiológica e laboratorial em parceria com estados e municípios para identificar novos casos e possíveis áreas de circulação do vírus.

Em São Paulo, dois casos foram registrados em mulheres de 34 e 18 anos, moradoras de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, respectivamente. O primeiro paciente se recuperou após apresentar sintomas e tinha histórico de viagem para a região amazônica. A segunda permanecia internada até segunda-feira (24).

Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu em Imbituba, no Sul do estado, enquanto um homem de 56 anos, de Caçador, se recuperou após internação. Os dois apresentaram manifestações neurológicas.

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral transmitida principalmente por mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. Esses mosquitos podem adquirir o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.

A doença pode não apresentar sintomas em muitos casos. Quando há manifestações, os pacientes podem ter febre, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos e manchas na pele. Em situações mais graves, a infecção pode comprometer o sistema nervoso e provocar confusão mental, tremores, convulsões, meningite ou encefalite.

Não existe vacina ou tratamento específico contra a febre do Nilo Ocidental. A principal forma de prevenção é evitar a picada dos mosquitos, utilizando repelente, roupas que cubram a maior parte do corpo e telas em portas e janelas.

Também é recomendado eliminar recipientes que acumulem água e evitar locais com grande presença de mosquitos, principalmente entre o entardecer e o amanhecer, período de maior atividade do Culex. A orientação é ainda não tocar ou manipular animais encontrados mortos.

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