Piauí acumula superávit de R$ 1,7 bilhão e receitas chegam a R$ 22,2 bilhões em 2026
O Governo do Piauí registrou um resultado positivo de aproximadamente R$ 1,7 bilhão nas contas públicas entre janeiro e agosto de 2026. No período, a arrecadação estadual alcançou R$ 22,2 bilhões, enquanto as despesas somaram R$ 20,4 bilhões.
Os números foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), pelo secretário estadual da Fazenda, Emílio Júnior. A reunião teve como objetivo avaliar a execução orçamentária referente ao segundo quadrimestre do ano.
Conforme o balanço, as receitas já representam 76,95% da previsão estabelecida para 2026. Já as despesas liquidadas correspondem a 65% do orçamento previsto. Para o secretário, a diferença entre os índices demonstra que o Estado mantém as despesas abaixo do ritmo de arrecadação.
Arrecadação apresenta crescimento
O levantamento também aponta aumento de 34,07% nas receitas estaduais em comparação com o mesmo período de 2025. Entre as categorias, as receitas correntes cresceram 22,28%, as de capital avançaram 13,89% e as intraorçamentárias tiveram alta de 8,7%.
Outro destaque foi o aumento das transferências provenientes de emendas parlamentares federais. Os recursos de emendas individuais destinadas a despesas correntes passaram de R$ 6 milhões, em 2025, para R$ 14 milhões, em 2026. Nas despesas de capital, o valor subiu de R$ 4 milhões para R$ 5 milhões.
As emendas de bancada também registraram crescimento, passando de R$ 15 milhões para R$ 42 milhões no período analisado.
Despesas estaduais ultrapassam R$ 20 bilhões
As despesas públicas apresentaram crescimento de 25,06% em relação aos oito primeiros meses do ano passado, chegando a R$ 20,4 bilhões.
As despesas correntes aumentaram 13,6%, enquanto as despesas de capital tiveram alta de 8,81%. Já os gastos intraorçamentários cresceram 17%.
Apesar da elevação, a Secretaria da Fazenda destacou que o percentual de despesas liquidadas permanece inferior ao índice de arrecadação.
Dívida consolidada apresenta aumento
Outro dado apresentado na audiência foi a evolução da dívida consolidada estadual. O indicador passou de 61% em 2025 para 63,37% em 2026.
Mesmo com o avanço, o secretário afirmou que o percentual continua abaixo do limite permitido pelo Novo Regime Fiscal do Estado. A avaliação do governo é de que o crescimento permanece dentro de parâmetros controlados.

