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PF aponta que ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil por mês em esquema de propina

A Polícia Federal revelou que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso nesta terça-feira durante uma operação, é suspeito de ter recebido cerca de R$ 250 mil mensais em propina. O valor, segundo as investigações, teria sido pago de forma recorrente por entidades envolvidas em descontos irregulares aplicados a aposentados.

De acordo com apurações preliminares, mensagens obtidas pela PF indicariam a existência de uma espécie de “mesada”, paga mensalmente ao então dirigente do instituto como contrapartida por favorecimentos dentro do esquema.

As autoridades aguardam a retirada do sigilo da decisão judicial que autorizou a operação, o que deve trazer mais detalhes oficiais sobre o caso e a dinâmica das irregularidades investigadas.

O esquema está relacionado ao escândalo envolvendo cobranças indevidas feitas por entidades que realizavam descontos diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, sem autorização adequada.

Ainda conforme a Polícia Federal, os pagamentos suspeitos teriam ocorrido entre junho de 2023 e setembro de 2024, período em que o próprio INSS e essas entidades já estavam sob investigação.

A operação desta terça resultou na prisão de Alessandro Stefanutto, que agora responderá às acusações enquanto o inquérito segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.

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