Perfis falsos gastam mais de R$ 1,29 milhão para impulsionar ataques contra nomes da direita
Páginas criadas nas redes sociais da Meta teriam desembolsado mais de R$ 1,29 milhão em três meses para promover conteúdos contra nomes ligados à direita, segundo apuração publicada pelo jornal O Globo. Procurada, a Meta não apresentou detalhes sobre o caso.
De acordo com a reportagem, sete perfis, com no máximo 400 seguidores cada, foram usados para impulsionar publicações contra o pré-candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As postagens buscavam associar os alvos ao escândalo do Banco Master e ao crime organizado.
A estratégia, classificada como uma espécie de “marketing de guerrilha”, utilizava mensagens genéricas para tentar driblar os mecanismos de fiscalização da plataforma, especialmente no período pré-eleitoral. Segundo a apuração, algumas páginas surgidas em maio já haviam sido desativadas em junho, após a publicação de mais de mil conteúdos. Além dos ataques à direita, os perfis também divulgaram mensagens favoráveis a Fernando Haddad, citado na reportagem como pré-candidato do PT ao governo paulista.
A investigação ainda aponta semelhanças entre as contas, como o uso de nomes que simulavam veículos jornalísticos, a ligação a números de telefone com DDD do Paraná e a concentração das datas de criação entre abril e junho. Em uma das publicações citadas pela reportagem, o senador Flávio Bolsonaro foi alvo de ataques com acusações políticas e menções a crime organizado.

