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PECUARISTA DIZ QUE EMBARGOS AMBIENTAIS ESTÃO “EMPURRANDO O HOMEM DO CAMPO PARA A MISÉRIA” NO ACRE

A pecuarista Raimunda Queiroz criticou os embargos ambientais aplicados em áreas rurais do Acre e afirmou que produtores da região enfrentam dificuldades para manter as atividades no campo.

Durante declaração divulgada nas redes sociais, Raimunda afirmou que milhares de propriedades estariam embargadas no estado, afetando principalmente pequenos produtores rurais. Segundo ela, a situação impede a comercialização de gado e o acesso a linhas de crédito.

“A maioria das terras aqui no Acre estão embargadas. Pequenos produtores não conseguem vender o seu gado e não conseguem ter acesso ao crédito”, declarou.

A pecuarista citou municípios como Brasiléia, Assis Brasil, Xapuri e Capixaba como algumas das regiões afetadas pelos bloqueios ambientais.

De acordo com Raimunda, os embargos seriam consequência do Decreto 6.514, que prevê punições administrativas relacionadas a infrações ambientais e permite monitoramento por satélite. Ela também criticou o aumento das multas ambientais, afirmando que os valores teriam passado de R$ 5 mil para R$ 10 mil por hectare.

A produtora rural afirmou ainda que a medida estaria prejudicando famílias que dependem da agricultura familiar e da pecuária para sobreviver. “Estão empurrando o homem do campo para a pobreza e para a miséria”, disse.

Durante a fala, Raimunda também mencionou a situação de moradores da Reserva Extrativista Chico Mendes, alegando que trabalhadores rurais que vivem há décadas na região estariam ameaçados de expulsão.

As declarações repercutiram entre produtores rurais e defensores da pauta ambiental nas redes sociais. Até o momento, órgãos ambientais não se manifestaram sobre as críticas apresentadas pela pecuarista.

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