Nasa atualiza estudos sobre asteroide Bennu e calcula risco remoto de impacto com a Terra
A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) divulgou novos dados sobre o asteroide Bennu, um dos corpos celestes mais monitorados por cientistas devido à sua órbita próxima da Terra. Embora um eventual impacto pudesse liberar energia equivalente à de cerca de 22 bombas nucleares, a probabilidade de colisão com o planeta continua sendo considerada extremamente baixa.
Com aproximadamente 500 metros de diâmetro, Bennu passa relativamente perto da Terra em intervalos de cerca de seis anos. Em setembro de 2023, a missão OSIRIS-REx trouxe para o planeta as primeiras amostras já coletadas diretamente de um asteroide, permitindo estudos mais detalhados sobre sua composição e trajetória.
As análises indicam que as rochas que formam Bennu surgiram há cerca de 4,6 bilhões de anos. Os pesquisadores acreditam que o asteroide tenha se originado no cinturão principal localizado entre Marte e Júpiter antes de migrar para uma órbita próxima à Terra.
A maior aproximação prevista ocorrerá em 25 de setembro de 2135, quando Bennu passará a cerca de 299 mil quilômetros do planeta. Durante essa passagem, existe uma possibilidade remota de o asteroide atravessar uma região conhecida como “buraco gravitacional”, o que poderia alterar sua órbita e colocá-lo em rota de colisão com a Terra no século XXII.
Com base nos dados obtidos pela missão OSIRIS-REx, a Nasa refinou os cálculos da trajetória de Bennu e estima que a chance de impacto em 24 de setembro de 2182 seja de aproximadamente 1 em 2.700, o equivalente a 0,037%.
Apesar do potencial destrutivo em caso de colisão, os cientistas destacam que a probabilidade de impacto permanece muito pequena e que o asteroide continuará sendo monitorado continuamente para atualizar as projeções de sua órbita.

