MP-PI QUESTIONA CONTRATO DE R$ 500 MIL E PEDE SUSPENSÃO DE SHOW DE REY VAQUEIRO EM CABECEIRAS
O Ministério Público do Piauí (MP-PI) ingressou com uma ação civil pública para tentar suspender o show do cantor Rey Vaqueiro, programado para este sábado (19), em Cabeceiras do Piauí. A apresentação foi contratada pela prefeitura por R$ 500 mil, por meio de inexigibilidade de licitação.
A medida foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Barras, por meio do promotor Roberto Monteiro Carvalho. Além de pedir a suspensão do evento, o órgão solicitou que novos pagamentos relacionados ao contrato sejam interrompidos.
Na ação, o Ministério Público aponta possíveis indícios de sobrepreço. O órgão comparou o valor contratado em Cabeceiras com contratos firmados pelo mesmo artista com outras oito prefeituras do Piauí entre 2025 e 2026. Segundo o levantamento citado pelo MP, os cachês variaram de R$ 125 mil a R$ 350 mil, sendo este último o maior valor encontrado.
Com base nesse parâmetro, a contratação de Cabeceiras apresenta uma diferença de R$ 150 mil em relação ao maior cachê identificado pelo órgão, o equivalente a aproximadamente 42,9% acima desse valor.
O Ministério Público também questionou a forma e o momento da liquidação do pagamento. Conforme consta na ação, os R$ 500 mil foram liquidados nove dias antes da apresentação, embora o contrato previsse antecipação de até R$ 250 mil nas 24 horas anteriores ao show.
O contrato nº 053/2026, registrado no TCE-PI, tem como objeto a apresentação de Rey Vaqueiro no dia 19 de setembro, durante o IV Festival Cultural dos Cocais e Carnaubais. O documento registra valor global de R$ 500 mil e vigência entre 28 de julho e 26 de setembro de 2026.
Até o momento, a Prefeitura de Cabeceiras do Piauí não apresentou manifestação pública sobre os questionamentos feitos pelo Ministério Público. O pedido de suspensão ainda depende de decisão judicial.

