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Ex-presidente da CPMI do INSS relata bastidores da investigação e diz que comissão foi interrompida

O ex-presidente da CPMI do INSS voltou a comentar os desdobramentos da investigação e afirmou que a comissão teria encontrado movimentações financeiras e informações que, segundo ele, envolveriam pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parlamentares e integrantes do Judiciário.

Durante o depoimento, o ex-presidente da comissão declarou que um sindicato do qual Frei Chico, irmão do presidente Lula, é vice-presidente teria movimentado cerca de R$ 850 milhões. Ele também alegou que a entidade possuía duas contas em paraísos fiscais e afirmou que parte dos recursos teria sido identificada durante as investigações.

O ex-presidente da CPMI ainda relatou que enfrentou forte reação de parlamentares da base governista após a aprovação da quebra de sigilo de pessoas ligadas ao caso. Segundo ele, houve um momento de tensão durante os trabalhos da comissão, com discussões entre deputados.

Na sequência, afirmou que a situação se agravou após o vazamento de informações sobre um suposto contrato envolvendo a esposa do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com o ex-presidente da comissão, a partir desse episódio surgiram elementos que, segundo sua versão, alcançariam familiares do presidente da República, parlamentares e membros do Supremo Tribunal Federal.

Ao concluir o depoimento, ele declarou que esses fatos teriam motivado o encerramento dos trabalhos da CPMI. As declarações representam a versão do ex-presidente da comissão e não foram acompanhadas, no depoimento, da apresentação de decisões judiciais que comprovem as alegações mencionadas.

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