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Teresina planeja nova ponte, Shopping da Cidade II e expansão de avenida com operação de R$ 700 milhões

A Prefeitura de Teresina pretende utilizar parte de uma operação de crédito de R$ 700 milhões para financiar três projetos considerados estratégicos para a infraestrutura da capital: a construção de uma segunda ponte sobre o rio Poti, na região do Poti Velho, a implantação do Shopping da Cidade II e o prolongamento da avenida Padre Humberto Pietrogrande.

A contratação do empréstimo junto ao Banco do Brasil, com garantia da União, foi autorizada pela Câmara Municipal de Teresina. O recurso, no entanto, não será destinado integralmente a novas obras. A maior parte do valor será utilizada para reorganizar compromissos financeiros já assumidos pelo município.

Dos R$ 700 milhões, cerca de R$ 465,5 milhões serão empregados na quitação de operações de crédito anteriores. Os R$ 234,5 milhões restantes ficarão disponíveis para investimentos em áreas como mobilidade, infraestrutura, drenagem, saneamento, urbanização, acessibilidade, aquisição de equipamentos e contrapartidas de convênios.

É dentro dessa parcela destinada aos investimentos que estão os três projetos anunciados pela administração municipal.

Na zona Norte, a proposta é construir uma nova ponte sobre o rio Poti, que deverá funcionar de forma integrada à Ponte Mariano Gayoso Castelo Branco, formando um sistema binário para melhorar a circulação de veículos na região.

Outro projeto previsto é o Shopping da Cidade II, concebido como uma ampliação das estruturas destinadas ao comércio popular. A Prefeitura afirma que a iniciativa deverá criar novas oportunidades para trabalhadores e contribuir para a revitalização da região central de Teresina.

Já o prolongamento da avenida Padre Humberto Pietrogrande deverá ampliar a conexão entre as zonas Leste e Sudeste da capital, criando uma nova alternativa de deslocamento para os moradores dessas regiões.

Segundo a Prefeitura, a operação de crédito também faz parte de uma estratégia para melhorar o perfil da dívida municipal. A reorganização de contratos antigos deve permitir maior previsibilidade dos pagamentos e condições financeiras consideradas mais favoráveis para o município.

O secretário municipal de Planejamento e Coordenação, Marco Antonio Ayres, destacou que os três projetos atendem a demandas de diferentes regiões da cidade e podem contribuir para a mobilidade, o desenvolvimento urbano e a atividade econômica.

A administração municipal afirma que a operação não representa apenas a contratação de novos recursos, mas também uma tentativa de adequar os compromissos financeiros existentes à capacidade orçamentária e fiscal de Teresina.

De acordo com o secretário executivo de Captação de Recursos e Monitoramento da Semplan, Ítalo Portela, a estratégia é utilizar a maior parte do financiamento para reorganizar o passivo e direcionar aproximadamente um terço do montante para investimentos.

Com a autorização do Legislativo, a Prefeitura deverá avançar nos procedimentos necessários para formalizar a operação junto ao Banco do Brasil e, posteriormente, executar os projetos previstos conforme o cronograma e as condições estabelecidas.

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