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Relatório do Coaf aponta repasse de R$ 700 mil de empresa investigada a escritório de ministra do STM

Um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, aponta que o escritório de advocacia da ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Abdalla Sterman, recebeu um pagamento de R$ 700 mil da empresa ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A. A transferência ocorreu entre o fim de 2024 e o início de 2025, período em que Sterman ainda exercia a advocacia privada, antes de assumir o cargo na Corte Militar.

Segundo o relatório, a ACX ITC é citada nas investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A empresa é apontada como integrante de um grupo de companhias investigadas por movimentações financeiras consideradas atípicas, que teriam alcançado cerca de R$ 39 bilhões, conforme documentos analisados pela CPMI.

As investigações também apontam que o sócio formal da ACX ITC, Ericsson de Azevedo, afirmou à Polícia Civil de São Paulo que atuava apenas como “laranja”. Em depoimento, ele declarou ter cedido seus dados pessoais para abertura da empresa em troca de R$ 5 mil e recebido pagamentos para assinar documentos, alegando não participar da administração da companhia.

De acordo com os documentos da investigação, a ACX ITC mantém ligações operacionais com outras empresas investigadas por suposta lavagem de dinheiro. Relatórios policiais também mencionam indícios de movimentação de recursos que poderiam ter origem no tráfico de drogas, hipótese que integra as apurações em andamento e ainda depende de conclusão das autoridades competentes.

Em manifestação anterior sobre o caso, Verônica Sterman afirmou que o pagamento recebido correspondeu a honorários advocatícios referentes à elaboração de três pareceres jurídicos durante sua atuação na advocacia privada. A ministra declarou ainda que desconhecia qualquer vínculo da empresa contratante com os investigados e negou ter praticado qualquer irregularidade.

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