Rafael Fonteles destaca integração entre forças de segurança e combate financeiro às facções em lançamento de programa federal
O governador Rafael Fonteles participou, nesta terça-feira (12), em Brasília, do lançamento do programa federal “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento da segurança pública por meio da integração entre forças de segurança, inteligência financeira, combate às facções criminosas e ampliação da capacidade de investigação de homicídios.
Durante a solenidade, Rafael Fonteles destacou a dimensão do programa, que reúne ações articuladas entre União, estados e órgãos de controle para enfrentar a criminalidade organizada em diferentes frentes, com reforço no trabalho de inteligência e na integração institucional.
Segundo o governador, o programa representa um importante avanço nas políticas públicas de segurança no país e contará com investimento de R$ 11 bilhões distribuídos em quatro eixos estratégicos. Entre as prioridades estão o combate financeiro às organizações criminosas, a modernização do sistema penitenciário, o enfrentamento ao tráfico de armas e o fortalecimento da investigação criminal.
Rafael Fonteles ressaltou que a asfixia financeira das facções será uma das principais frentes da iniciativa, além da ampliação da estrutura penitenciária nacional, que passará a contar com 138 unidades de segurança máxima.
Durante a apresentação, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que a principal transformação proposta pelo programa está na integração entre instituições e no compartilhamento de dados e inteligência. Segundo ele, embora as forças de segurança já atuem de forma operacional, faltava maior articulação e acesso conjunto às informações estratégicas.
O secretário destacou ainda que o crime organizado ampliou sua atuação e hoje também opera em ambientes empresariais e financeiros, exigindo novas estratégias de enfrentamento por parte do Estado.
Um dos principais eixos do plano é justamente o combate à movimentação financeira das facções criminosas, com integração de informações de órgãos como Banco Central, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), juntas comerciais e demais instituições de fiscalização para rastrear operações suspeitas e enfraquecer financeiramente as organizações.
A proposta também prevê a ampliação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado em diversas regiões do país. Núcleos nacionais serão implantados em estados estratégicos, como São Paulo e Rio de Janeiro, além de regiões do Nordeste, Norte e Sul.
Outro foco considerado prioritário é o aumento da capacidade de elucidação de homicídios. O Ministério da Justiça pretende padronizar e fortalecer as investigações em todo o território nacional, com atuação integrada entre polícias e perícias criminais.
Entre as primeiras ações já anunciadas está a criação do Índice Nacional de Elucidação de Homicídios, que busca uniformizar informações e ampliar a transparência sobre os crimes contra a vida no Brasil.
O programa também contempla investimentos em tecnologia, inteligência artificial e supercomputadores para processamento e análise de grandes volumes de dados, com o objetivo de acelerar investigações e ampliar a eficiência operacional das forças de segurança.



