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Piauí registra queda de 38% nos focos de queimadas antes do período mais crítico do ano

O Piauí iniciou o período conhecido como B-R-O-BRÓ com uma redução significativa no número de focos de queimadas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o estado contabilizou 2.038 focos entre janeiro e agosto de 2026, uma queda de 38% em relação ao mesmo período de 2025.

Somente em agosto, foram registrados 1.024 focos de queimadas no território piauiense. O número representa uma redução de 30,4% na comparação com agosto do ano passado e é o menor índice para o mês desde 2020.

Apesar do cenário de redução, o início de setembro acende um alerta para o estado. O B-R-O-BRÓ, período que compreende os meses de setembro, outubro e novembro, costuma apresentar temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e maior facilidade para propagação do fogo.

De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), a queda nos registros está associada às ações de prevenção e combate desenvolvidas ao longo do ano. Entre as medidas estão o monitoramento de focos de calor, capacitação de brigadistas, fiscalização e atuação rápida diante das ocorrências.

O acompanhamento por meio de tecnologias de monitoramento também permite identificar áreas com aumento de temperatura e possíveis incêndios em estágio inicial, possibilitando uma resposta mais rápida das equipes.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Feliphe Araújo, avaliou que os números indicam resultados positivos das medidas adotadas, mas ressaltou que o período mais crítico exige reforço nas ações de prevenção e combate.

“Estamos entrando no período mais crítico para as queimadas e os dados mostram que todo o esforço de prevenção, monitoramento e combate está fazendo a diferença. Temos hoje uma estrutura mais preparada, com brigadistas capacitados, tecnologia e presença em campo. Mas não podemos baixar a guarda”, afirmou.

A Semarh informou que continuará realizando o monitoramento diário dos focos de calor no estado e acionando as equipes responsáveis pelo combate sempre que houver necessidade.

Mesmo diante da redução registrada em 2026, a recomendação é que a população mantenha os cuidados, principalmente durante os meses de maior calor e estiagem. A prevenção é considerada fundamental para evitar que focos de incêndio se transformem em grandes queimadas e provoquem danos ambientais, sociais e econômicos.

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