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Piauí registra 11 mortes por dengue e ultrapassa 14,5 mil casos prováveis em 2026

O Piauí já contabiliza 11 mortes por dengue e 14.501 casos prováveis da doença em 2026, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), divulgado nesta semana. O levantamento também aponta 8.427 casos confirmados, 26 ocorrências de dengue grave e um óbito ainda sob investigação.

Embora os registros tenham apresentado queda nas últimas semanas, a Sesapi mantém o alerta para a população e reforça a necessidade de manter as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Os dados mostram que as mulheres são o grupo mais afetado pela dengue no estado. A região Meio-Norte concentra o maior número de notificações, cenário que tem levado as equipes de saúde a intensificar ações de combate ao mosquito e monitoramento dos municípios com maior incidência da doença.

Segundo o supervisor de Entomologia da Sesapi, Ocimar de Alencar, o estado acompanha diariamente a evolução dos casos e tem observado uma redução gradual desde a 22ª semana epidemiológica. Ele explica que o trabalho inclui suporte técnico aos municípios, orientações para bloqueio de focos da doença e pesquisas entomológicas para identificar localidades com maior presença de larvas do mosquito.

Apesar da tendência de redução, o órgão destaca que as 11 mortes registradas ocorreram em municípios diferentes, evidenciando que a dengue continua representando risco em diversas regiões do estado.

A Sesapi também orienta a população a procurar atendimento médico logo nos primeiros sintomas, evitando que a doença evolua para formas graves. Entre os sinais mais comuns estão febre alta, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, cansaço e mal-estar.

Os principais sinais de alerta incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes, dificuldade para respirar, sangramentos, tontura, desmaios e sonolência excessiva. Nesses casos, a recomendação é buscar atendimento de urgência imediatamente.

O tratamento da dengue é baseado principalmente em repouso, hidratação e acompanhamento médico. As autoridades de saúde alertam para que a população evite a automedicação, especialmente com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de hemorragias.

Como forma de prevenção, a Sesapi orienta a eliminação de recipientes com água parada, limpeza de calhas e ralos, manutenção de caixas d’água bem vedadas, uso de repelentes e telas de proteção, além da colaboração com as ações dos agentes de combate às endemias.

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