PGE do Rio move ações contra Grupo Master e cobra R$ 641 milhões por perdas do Rioprevidência
A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) ingressou na Justiça com três ações contra empresas ligadas ao Grupo Master, incluindo a Master Corretora e gestoras de fundos de investimento, para buscar o ressarcimento de prejuízos sofridos pelo Rioprevidência.
Segundo a PGE-RJ, os processos envolvem R$ 641,4 milhões aplicados pelo fundo previdenciário estadual em investimentos administrados pelo conglomerado, que atualmente está em liquidação extrajudicial. As ações concentram-se nos fundos Revolution e Texas I FIA.
De acordo com a Procuradoria, a administração do fundo Texas I FIA teria participado de uma operação coordenada de compra de ações da Ambipar, o que teria provocado uma valorização artificial dos papéis. O episódio é citado em investigações relacionadas à Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro.
Ainda conforme a PGE, o Rioprevidência teria sido prejudicado ao investir em um fundo que, segundo a ação judicial, não possuía ativos suficientes para dar sustentação aos investimentos. O órgão também destaca que o Texas I FIA foi desenquadrado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2025 por descumprir regras sobre a composição de seu patrimônio.
Em relação ao fundo Revolution, a Procuradoria sustenta que mudanças aprovadas em assembleias de cotistas alteraram regulamentos e prazos de amortização, causando prejuízos aos investidores. O Rioprevidência detinha 10,7% das cotas do fundo.
Nas ações, a PGE-RJ solicita o bloqueio de ativos no valor de R$ 616,6 milhões, além da indisponibilidade de bens dos réus por meio do sistema Sisbajud, como forma de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

