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PF aponta que lobista pediu ajuda de Lulinha para negócios do “Careca do INSS” com o governo

A Polícia Federal identificou mensagens que indicam que a lobista Roberta Luchsinger teria solicitado a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para tentar viabilizar negócios de interesse do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, com o governo federal.

Segundo a investigação, as tratativas envolviam possíveis contratos com o Ministério da Saúde para fornecimento de produtos à base de canabidiol e kits destinados a testes de dengue. Apesar das articulações mencionadas nas mensagens, nenhum dos negócios chegou a ser formalizado.

A PF avalia que as conversas podem indicar uma tentativa de tráfico de influência. Em uma das situações investigadas, a lobista teria cobrado uma atuação de Lulinha para avançar nas negociações de interesse do empresário. O material foi obtido a partir do celular de Roberta e permanece sob sigilo judicial.

As investigações também apontam outras tentativas de negócios com o Ministério da Saúde. Entre elas, está uma proposta envolvendo a venda de canabidiol que poderia alcançar cerca de R$ 627 milhões, além de negociações relacionadas a testes de dengue e a um projeto envolvendo um laboratório de Goiás. Nenhuma dessas tratativas resultou em contrato com o governo.

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é investigado como um dos principais personagens do esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Ele está preso desde setembro de 2025.

Lulinha nega ter participado de qualquer articulação para favorecer o empresário ou seus negócios. A defesa de Roberta Luchsinger e de Antunes não se manifestou sobre as informações divulgadas. Os advogados de Lulinha também questionam a divulgação de mensagens que fazem parte de investigações sigilosas.

As apurações fazem parte das investigações da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e pessoas ligadas ao esquema de fraudes no INSS. Até o momento, as informações divulgadas apontam para tentativas de negociação, sem comprovação de que os contratos mencionados tenham sido efetivamente fechados.

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