Pesquisa aponta confiança maior na Polícia Federal do que no STF
A Polícia Federal (PF) aparece com um nível de confiança significativamente superior ao do Supremo Tribunal Federal (STF) entre os brasileiros, segundo a nova rodada da pesquisa Indexa Broadcast. O levantamento mostra que 70% dos entrevistados dizem confiar na PF, enquanto 42% manifestam confiança na Suprema Corte.
Na avaliação da Polícia Federal, 37% afirmam confiar muito na instituição e outros 33% dizem confiar um pouco. Já 18% declararam não confiar na PF, enquanto 8% afirmaram não ter informações suficientes para avaliar o trabalho do órgão. Outros 4% não responderam.
A percepção sobre o STF é diferente. Apenas 10% dizem confiar muito na Corte e 32% afirmam confiar um pouco. Em contrapartida, 45% declararam não confiar na instituição. Outros 8% disseram não estar suficientemente informados para fazer uma avaliação e 5% não souberam ou não responderam.
Os dados também mostram que a confiança na PF apresenta pouca variação entre grupos políticos. Entre lulistas e petistas, 70% demonstram confiança na instituição, sendo 41% de confiança elevada e 29% parcial. Entre os bolsonaristas, o índice chega a 75%, dividido entre 32% que confiam muito e 43% que confiam um pouco.
Quando a instituição avaliada é o STF, a diferença entre os grupos aumenta. A confiança na Corte chega a 51% entre lulistas e petistas, enquanto entre os bolsonaristas fica em 37%. Neste último grupo, 54% afirmam não confiar no Supremo.
O levantamento também mediu o grau de acompanhamento das notícias relacionadas à crise envolvendo o STF. 57% dos entrevistados disseram ter acompanhado o episódio, sendo 35% com muita atenção e 22% com alguma atenção. Outros 20% afirmaram apenas ter ouvido falar sobre o assunto, enquanto 19% disseram não ter conhecimento do caso.
A pesquisa foi realizada entre 10 e 13 de setembro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas com 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03482/2026.

