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Negociação entre empresas e rodoviários termina sem acordo em Teresina e nova audiência é marcada

A audiência de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro) e o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), realizada nesta terça-feira, terminou sem acordo sobre o reajuste salarial e os benefícios reivindicados pela categoria.

Com o impasse mantido, uma nova rodada de negociações foi marcada para esta quarta-feira, com mediação da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, além da participação de representantes da Prefeitura de Teresina.

A reunião ocorreu na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região, na zona Leste da capital, reunindo representantes dos trabalhadores, empresários do setor, membros do Ministério Público do Trabalho e magistrados da Justiça trabalhista.

Segundo representantes dos rodoviários, os trabalhadores apresentaram uma proposta de reajuste em torno de 12%, incluindo aumento salarial, reajuste no ticket alimentação e melhorias no plano de saúde. Já o setor patronal ofereceu reajuste linear de 3%, percentual considerado insuficiente pela categoria.

Diante da distância entre as propostas, o Ministério Público do Trabalho e o TRT-22 ficaram responsáveis por formular uma proposta intermediária para tentar aproximar as partes e viabilizar um acordo.

A expectativa agora gira em torno da participação da administração municipal, já que as empresas alegam depender de ampliação no subsídio do transporte público para avançar nas negociações salariais.

A paralisação do sistema segue suspensa após determinação judicial que obrigou a circulação integral da frota nos horários de pico e de 80% nos demais períodos. A decisão também prevê multa diária em caso de descumprimento.

Apesar da suspensão temporária do movimento, os rodoviários alertam que uma nova paralisação poderá ser retomada caso não haja avanço concreto nas negociações.

O presidente do TRT-22 destacou que as partes seguem distantes quanto aos percentuais discutidos e afirmou que o próximo encontro será decisivo para definir uma possível composição.

A crise no transporte coletivo tem gerado preocupação entre usuários, diante do risco de novas interrupções e dos impactos na mobilidade urbana da capital.

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