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Milei diz que foi impedido de visitar Bolsonaro e volta a acusar governo Lula de interferência na Argentina

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que foi impedido de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil. Segundo o líder argentino, a visita não ocorreu em razão de restrições impostas pela Justiça brasileira, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido da defesa de Bolsonaro para autorizar o encontro.

Em entrevista, Milei comparou o episódio à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar em seu país. O presidente argentino afirmou considerar a situação contraditória e voltou a se referir a Lula como “ex-presidiário”, alegando que o chefe do Executivo brasileiro não enfrentou restrições para encontrar a ex-presidente argentina.

Milei também retomou críticas ao governo brasileiro ao afirmar que o presidente Lula teria interferido nas eleições presidenciais argentinas de 2023. Segundo ele, assessores brasileiros ligados ao governo participaram da campanha do então candidato Sergio Massa, adversário de Milei na disputa. As declarações foram feitas sem que o presidente argentino apresentasse provas para sustentar a acusação.

As falas do presidente argentino ocorrem em meio ao agravamento da crise diplomática entre Brasil e Argentina, intensificada após declarações de Milei contra Lula e outras autoridades brasileiras durante um evento político em São Paulo. Em resposta, o governo brasileiro convocou seu embaixador em Buenos Aires para consultas e cobrou explicações da representação diplomática argentina.

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