Lula volta a prometer picanha e inclui alcatra, filé e maminha em discurso sobre consumo popular
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o acesso da população a alimentos considerados de maior qualidade e citou cortes nobres como picanha, alcatra, filé e maminha durante discurso realizado na Bahia. A fala reacendeu o debate sobre o custo de vida e o poder de compra dos brasileiros em 2026.
Ao comentar hábitos de consumo, Lula afirmou que o trabalhador não quer comprar produtos “amassados” ou de baixa qualidade, mas sim alimentos considerados melhores. Segundo ele, a população tem direito de consumir carnes nobres após anos de trabalho.
A declaração acontece em meio às discussões sobre inflação, preços da cesta básica e orçamento das famílias brasileiras. Dados econômicos de 2026 apontam que a inflação oficial projetada para o ano segue acima da meta, enquanto o governo trabalha com previsão de IPCA em torno de 3,5%.
Apesar do discurso sobre melhora no consumo, muitos brasileiros ainda reclamam do preço dos alimentos nos supermercados. Discussões nas redes sociais e fóruns online mostram que cortes como picanha e alcatra continuam sendo vistos como produtos caros para boa parte da população.
Ao mesmo tempo, levantamentos recentes apontam uma redução no preço da picanha em algumas regiões do país em 2026. Pesquisa da Neogrid mostrou queda de até 26% no valor do corte em comparação com 2025, enquanto o preço da cerveja ficou praticamente estável.
O governo também aposta no aumento do salário mínimo como forma de estimular o consumo. Em 2026, o valor foi reajustado para R$ 1.621, com alta de 6,79%.
Mesmo assim, o discurso da “picanha” continua dividindo opiniões. Para apoiadores, a fala simboliza o direito do trabalhador ao consumo e à melhoria de vida. Já críticos apontam distância entre o discurso político e a realidade enfrentada por famílias que ainda sentem o peso da inflação, dos impostos e dos preços no fim do mês.

