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Governo Trump cobra do Brasil ações contra PCC e Comando Vermelho

O governo dos Estados Unidos afirmou que o Brasil precisa ampliar as medidas de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). A avaliação consta de um relatório encaminhado ao Congresso americano e divulgado pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira (16).

Segundo o documento, Washington considera necessário que o governo brasileiro adote, com urgência, novas medidas contra as duas organizações criminosas. O relatório também classifica PCC e CV como organizações que representam uma ameaça à segurança internacional.

As autoridades americanas afirmam que as duas facções estão relacionadas ao fluxo internacional de cocaína e sustentam que o Brasil ocupa uma posição relevante nas rotas internacionais do tráfico de drogas. O documento, porém, não inclui o país na relação de nações apontadas pelos Estados Unidos como locais de produção ou trânsito de drogas.

A lista apresentada no relatório reúne países como Bolívia, Colômbia, Equador, México, Peru, Venezuela, China e Afeganistão, entre outros. O governo americano afirma que Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia não cumpriram, no último ano, determinadas obrigações previstas em acordos internacionais de combate ao narcotráfico.

O documento também faz cobranças a México e Canadá. Para o governo americano, os dois países precisam ampliar ações contra organizações criminosas e contra estruturas relacionadas à produção e ao tráfico de drogas destinadas aos Estados Unidos.

A China aparece em outro trecho do relatório. Segundo Washington, apesar das conversas entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping sobre o combate ao tráfico de fentanil, Pequim ainda precisaria adotar medidas para reduzir o envio de substâncias utilizadas na fabricação da droga.

O relatório ainda aborda mudanças políticas recentes na América do Sul. Venezuela, Bolívia e Colômbia são citadas pelo governo americano ao tratar de novas possibilidades de cooperação regional com os Estados Unidos, embora o documento ressalte que medidas adicionais ainda seriam necessárias.

A avaliação apresentada no relatório representa a posição do governo dos Estados Unidos sobre a política internacional de combate ao tráfico de drogas e às organizações criminosas. A classificação e as cobranças feitas por Washington não equivalem, por si só, a uma avaliação independente sobre a atuação das autoridades brasileiras.

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