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Governo federal estuda ampliar para todo o país programa criado no Piauí para combate ao roubo de celulares

O governo federal avalia expandir para todo o território nacional a metodologia do programa “Meu Celular de Volta”, desenvolvido pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí para combater roubos, furtos e facilitar a recuperação de aparelhos celulares.

Criada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado durante a gestão do secretário Chico Lucas, a iniciativa utiliza tecnologia de rastreamento e cruzamento de dados para identificar aparelhos com restrição e devolver os dispositivos aos proprietários.

De acordo com dados do governo estadual, o programa contribuiu para uma redução de 53% nos roubos de celulares no Piauí entre 2022 e 2025, resultado que chamou a atenção do Ministério da Justiça e Segurança Pública e passou a ser analisado como modelo de referência para outras unidades da federação.

O governador Rafael Fonteles informou que a experiência piauiense vem sendo debatida com integrantes da área de segurança pública nacional, com foco na construção de uma estratégia mais ampla de recuperação de aparelhos e no fortalecimento de mecanismos de prevenção a novos crimes.

Segundo o gestor, a proposta é ampliar a capacidade de rastreamento e recuperação de celulares roubados, além de desestimular a atuação de redes criminosas envolvidas na receptação e comercialização ilegal desses dispositivos.

Parte da metodologia utilizada no Piauí já havia sido incorporada, em 2024, ao programa federal Celular Seguro. A medida foi adotada após levantamentos apontarem que o roubo de celulares figura entre os principais fatores que elevam a sensação de insegurança da população brasileira.

O programa “Meu Celular de Volta” opera por meio da identificação de aparelhos com restrição em bancos de dados integrados, permitindo que forças de segurança localizem os dispositivos e adotem medidas para restituição aos proprietários.

A possível nacionalização da iniciativa reforça o reconhecimento do modelo desenvolvido no Piauí como referência no enfrentamento a um dos crimes patrimoniais mais recorrentes no país.

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