Gêmeos são presos durante eleição com dinheiro e material de campanha em Luís Correia
Dois irmãos gêmeos foram presos em flagrante neste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026, em Luís Correia, no litoral do Piauí. Eles são suspeitos de envolvimento em compra de votos e boca de urna nas proximidades da Escola Municipal Carmosina, no bairro Coqueiro.
A ocorrência começou após a Polícia Militar receber uma denúncia sobre a atuação de dois homens na região da escola. Uma equipe foi enviada ao endereço, mas não encontrou os suspeitos inicialmente.
Pouco depois, a polícia recebeu uma nova informação de que os indivíduos teriam retornado ao local e retomado a suposta prática irregular. Uma equipe formada pelo comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar e pelo coordenador-geral das eleições foi até a área, mas os dois fugiram ao perceber a aproximação das viaturas.
Os policiais permaneceram nas proximidades durante algum tempo e, posteriormente, seguiram com o patrulhamento eleitoral.
Prisão aconteceu horas depois
Por volta do meio-dia, a equipe policial foi informada de que dois irmãos gêmeos haviam sido presos em flagrante em frente à mesma escola. A prisão ocorreu durante uma ação de fiscalização relacionada às denúncias recebidas anteriormente.
Os policiais foram até o endereço e conduziram os dois suspeitos para a Delegacia de Polícia Civil de Luís Correia, onde o caso passou a ser analisado pela autoridade competente.
Com os suspeitos, foram encontrados materiais que serão utilizados na investigação, incluindo diversos santinhos de propaganda eleitoral, R$ 802 em dinheiro, duas carteiras com documentos pessoais e dois celulares.
O valor apreendido era composto por cédulas de R$ 50 e uma nota de R$ 2.
Os conduzidos foram identificados pelas iniciais C. H. A. A. e P. H. A. A. Os materiais recolhidos também foram entregues à Polícia Civil para os procedimentos legais.
Investigação
A suspeita é de que os irmãos tenham participado de práticas relacionadas à compra de votos e à boca de urna. A apuração deverá verificar as circunstâncias da ocorrência e eventual participação dos envolvidos nos crimes eleitorais investigados.
A corrupção eleitoral está prevista no Código Eleitoral e envolve oferecer, dar, solicitar ou receber vantagem com a finalidade de obter ou conceder voto. A legislação prevê pena de até quatro anos de reclusão, além de multa.

